quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Adeus 2008!!!

Ei, ei, psiu...Alô? Ei 2009 pode vim que eu não tenho medo. 2008 já me preparou bastante e me contou muito sobre você. Afinal, 2009, você é da Paz, né? Então pode vim que eu estou esperando. Na sua chegada vou comemorar comendo uva, tomando champanhe, pagando mico pulando ondas. Vou te apresentar meus amigos, viu. Ah, já que você esta chegando pra ficar, senta e assisti o show da Daniela Mercury. O que você preparou pra mim, hein? Não me esconda.


Na passagem do ano, no Aterro da Praia de Iracema, acontece uma das maiores festas populares do Brasil. Já que Fortaleza se consolida como um dos principais destinos de Reveillon. Lulu Santos, Gilberto Gil e Daniela Mercury animam a chegada de 2009.

Abertura da festa será com o cantor Chico Pessoa, que se apresentara a partir das 19h30. Não Perca!

http://meninonobre.blogspot.com/ Menino Nobre

- Na verdade PC, não resisti e passei pra te ver.
- Eu já sabia.
- Como sabia?
- Oras, Diego, nessa profissão a qual estamos, com a experiência, aprendemos a enxergar além do corpo, a alma do outro.
- E como você é experiente, vou apenas falar o que você já sabe... Gostei de você e do beijo que rolou ontem. Não sei quanto a você, mas não me importo de você ser um acompanhante.
- Ontem foi muito especial, o modo como você me olhou, como me beijou. Faz tempo que não sinto isso.
- Posso te beijar.

...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Chuva, Recesso, e penultimo dia de 2008


Hoje choveu bastante, quer dizer a semana inteira. A temporada de chuvas começou atrasada, a que deveria começar em novembro. Portanto estou de calça jeans, camiseta branca e camisa xadrez de botão por cima, bem Cassiano da novela. Sem querer atiçar a curiosidade dos leitores mas já atiçando, hoje estou aqui de sungão. Estava com pressa de sair atrasado para o trabalho e não tinha cuecas na minha gaveta. Tive que pegar a sunga mesmo. Qualquer dia eu coloco aqui a foto da minha sunguinha branca... hehehe.
Almoço de fim de ano organizado por minha pessoa hoje no trabalho. Como sempre eu inveto tudo, organizo tudo e faço tudo. O strogonoff de filé mignon saiu perfeitamente pelas mãos da minha segunda mãezinha. Me conscientizo mais ainda que eu tenho o dom especial de prender atenção das pessoas. Encantar e faze-las se envolver comigo e com a minha história.
Como hoje termina o período liberado para transar, procurei alguém e tudo o que encontrei foi a pessoa mais complicada para transar. O problema é que sempre tenho que comunicar a ele que nada irá em frente. Ele tem a síndrome da carência e do envolvimento. Saímos no seu carro.
Estava muito difícil de encontrar um lugar seguro para estacionar e ficar à vontade. Paramos numa rua escura perto da casa dele e demos uns beijos. Falei que gostei da forma que nos conhecemos, que achava ele bacana mas que não podíamos nos envolver mais do que já estávamos envolvidos. Mas ele disse que não tinha problema de nos encontrarmos eventualmente. E perguntou se iríamos transar. Fiz charminhos, falei que talvez e acabamos o serviço ali dentro do carro mesmo. Como diz um filme: uma lady nunca pode demonstrar interesse por um homem.
Cidade movimentada, todos na rua, fazendo compras, o engarrafamento inédito em Fortaleza. Os homens belos e atraentes fazendo cooper, outros de sunga em plena 19 horas da noite. E tinha três homens lindos de sunga preta sentados no banco da praia, saboreando água de coco, cada um com seus 28 anos, tudo no lugar, com aquilo pesando na sunga. Parei a moto só pra olhá-los. Af... To precisando mesmo de um homem adulto (estilo Murilo Rosa), recém formado na faculdade e com a vida simples. Bonita, mas simples.
Amanhã trabalho até meio-dia, depois estou liberado. Volto ao trabalho somente no dia 05/01.
Em casa fui tirando a bermuda, a blusa e deixando tudo pelo caminho.
.

Dois dias de recesso... trabalhista e sexual...


Depois de cinco dias de folga do trabalho, do período natalino, me acordei com o dever e responsabilidade de ir ao emprego. Apesar do final de semana hiper calmo, o que me fez descansar bastante, ainda senti sono, cansaço e preguiça de ir trabalhar. E o que mais gosto no meu dia-a-dia é isso, a hora que antecede ao meu trabalho. Ter que levantar cedo, fazer meu achocolatado, pães amassados na frigideira. Passar hidratante enquanto escuto o noticiário local, checo o correio eletrônico enquanto penteio meus lindos cabelos negros. Enxugo os pés enquanto oro para o Senhor abençoar o meu dia. Organizo o que vou precisar levar para o trabalho, meu pen-drive, carteira de habilitação, meu carregador de celular, meu almoço singelo, meu dinheiro. Desço o lance de escadas, paquero um pouquinho com os estagiários que trabalham em frente a minha casa. Pego minha moto e chego ao trabalho em cinco minutos (dois quilômetros de distancia).
Cheguei cedo, o cedo que eu digo é em ponto. Muitos comprimentos “oh, como foi de Natal?” “Passou com a Família?' “Bom dia!” e muitos abraços. Alguns olhares certificando que os lindos continuam no trabalho (meu setor fica no corredor do ponto e isso me proporciona ver a maioria dos gatinhos passarem para atestar a presença).
Muitas novidades entre os colegas, relatos da véspera de natal, relatos do fim de semana. Eu logo denunciei que vi meu chefe no shop na véspera de natal apenas de short xadrez, quase igual ao meu, isso eu tenho 23 anos e ele tem 45 (super na moda).
Fiz relatórios, Comunicação Interna, dividi os setoriais 2008 e 2009, solicitei NF para pagamento, coisas burocráticas. Organizei o almoço comunitário de amanhã como despedida do ano de 2008. Claro que vou levar meu arroz à grega.
Meu colega de trabalho contou-me sobre o pagode de ontem, o qual eu tinha marcado, mas não fui. Estou adiando o nosso encontro. Tenho medo de ficar com ele e depois estragar nossa amizade. Detalhe: ele é hetero.
E o Menino Da Lenda ainda não ligou?
Tirei o dia pra pensar realmente na viagem de ano novo Irei viajar? Ainda não sei. Só sei que o show de virada do ano na praia com Daniela Mercury será perfeito, muitos amigos, muitos gays, muitos homens. E a festa hiper bombada na casa do Adler? Essa eu não perco.
E o BW ainda não ligou?
Depois do trabalho, fui ao supermercado. Comprei lanche de uma semana pra minha família. E isso que eu estava sentindo falta, fazer supermercado pensando a quem irão comer. Eu sentia isso muito quando eu morava sozinho. Comprava lanchinhos para receber meus amigos. Comprava todynho, biscoitos, chocolates para os meus namoradinhos. Faz-me lembrar do Felipe, quando deitava na minha cama comendo waffer, depois transamos loucamente em cima dos farelos, que sim incomodava muito, e depois ele me ajudava a sacudir a colcha.
Aconselhado por uma pessoa ali, sabe, hoje e amanhã não estarei de recesso sexual. Posso transar. Um amigo me liberou. Liberou para que eu possa transar e não entrar no cio no reveillon e os quatros primeiro dias do ano. Será que vou cumprir? Com essa cidade maravilhosa, cheio de turistas e gente nova. Já recebi informações errôneas que não existe passagem de avião para Fortaleza. Mentira, fui verificar na Gol, existe sim (antes de dar qualquer informação aqui, primeiramente eu confirmo se é verídica). Então, se você estiver a fim de passar o reveillon comigo, vá em frente, não esqueça primeiro de ler isto aqui. Depois que passar no teste, prometo que fome você não irá passar, lembra que acima eu disse que fui ao supermercado fazer feira pra uma semana (outro detalhe: festa do Menino Da Lenda terá comidas e bebidas liberadas). Haáááá......

domingo, 28 de dezembro de 2008

Agenda Telefônica



Tem um dia que precisa dar um basta naqueles papeizinhos com números de telefones ou quando o celular avisa quando não tem mais espaço na agenda telefônica. Sempre acontece comigo, eu conheço uma pessoa legal e na hora de anotar o numero, blé... Agenda telefônica cheia. E pior que você fica com dó de apagar o numero de alguém que com certeza ira precisar futuramente.
E agora cheguei ao dilema, reavaliar a agenda telefônica e ver quais as pessoas são importantes na minha vida.
Muitas pessoas vêm e vão, outras ficam e outras aparecem de vez enquanto. Será realmente que nos temos o direito de escolher qual profundidade tem o sentimento de cada amizade? Esquecendo uma pessoa será que machucamos a alguém que tinha um muito a nos dar. Como diria minha amiga de trabalho: “Nos amamos realmente uma pessoa quando não precisamos mais dela”. Soa como falso.
Sei lá não entendo. Como poderíamos escolher os nossos desejos ou nossos amores, se só podemos escolher em função deles? O amor não se comanda e não pode ser um dever. E uma amizade?
Minha lista de nomes deletados foi inúmera.
Tinha o Alexandre, um ex-amigo, nossa amizade não é a mesma como a que tinha quando éramos pré-adolescentes. Não dá, então delete nele;
Tinha o Marcio Boy, tentei de muitas vezes ter uma noite de amor com ele, não tive, então delete nele (detalhe: todos os meus amigos passam em suas mãos);
Tinha o Paulinho, a inveja em pessoa;
Tinha o Dom, muito criança, quando crescer me avisa;
Tinha a Ylana, eu tive uma parte de culpa, mas ela não mereceu minha amizade (dei uma surra nela no dia do seu aniversário);
Tinha a Sarah, a amizade não resistiu ao tempo;
Tinha o Paulista, meu ex-namoradinho, não soubemos dar uma chance a felicidade;
Tinha o Daniel, só serviu quando era meu namorado;
Tinha o Altão, me machuquei demais, chega!
Tinha o Doutor, amizade meio confusa;
Tinha a Doutora, não tinha culpa de nada, mas era amiga do doutor, então me machucava;
Tinha o Gil, nem sei se existe, a ultima noticia que recebi estava em Portugal fazendo programa;
Tinha o Wagner, amizade de balada, começa na balada e termina na balada;
Tinha o Rômulo, muita competição e sempre queria ser o melhor (coisa que não era);
Alô, Adeus...

Agora é com você. Você precisa deletar? Aquela figura chata que você não quer ver mais? Um outro que se mudou de país? Um ex-namorado ridículo?
Vê tua agenda e depois me conta aqui da tua experiência.


Atrasos . nos . aeroportos . no . aeroporto . pinto . martins . natal . dia . 25 . dezembro . reveillon . 31 . dezembro . gol . tam . ocean air

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Não queria falar de sexo, mas...


...
- Eu nunca dei jogando Fifa no PS2.
Tava nem aí se ele queria dar jogando Fifa, Maria Bros, Star Wars, queria mesmo era faturar aquela bundinha. Ele mora há três casas depois da minha, 18 anos recém completados, loirinho, branco-bronzeado, peitão, bundinha não grande, mas linda.
- Senta em cima e joga, meu bebê.
- Não, não é assim. Quero sentar jogando com o Cristiano Ronaldo na área.
Ai, porra senta logo deixa de papo. Pra ser macho ta cheio de frescura, hein?
E ele sentou, rebolou, gozo e melou o controle.
Frouxo você, hein amigo? Ta dando aonde? Tua namorada sabe, hein?
- Não conta pra ninguém, não, Homorango, dei pra ti por que eu tava bêbado. Brother.
Sei...
Você tem sorte, amigo. Esta dando pro Homorango. Por que sei muito bem pra quem eu “tenho” que dar e pra quem eu “não posso” dar. E nunca erro. Às vezes tenho até uma surpresa quando esses heteros viram a bunda, mas nunca me erro.

E eu que pensei que aquele PS2 do meu irmão não tinha nenhuma utilidade em minha vida. Detesto game. Passei a ser fã.

Uma semana depois. Passo na frente a ele e seus amigos no bar e ele solta essa:
- E aí, Homorango, hoje vai dar esta bunda onde?
Pausa.
- Eliezio, ta afim “novamente” de jogar FIFA 2008 lá em casa? Eu sei que naquele dia você gostou.
Outra pausa.
Hahahaha... Esperei ele responder, mas tudo o que ouvi foi seu amigo completar.
- Égua, Eliezio, até o Homorango te traçou. Porra!
É o hetero machão já tem até histórico.
Pena? Não sentir nenhuma pena.
Esses heteros gostam assim: de serem maltrados. Por que se ele estive por cima, sendo o superior, nem iria me procurar. Mas como sou superior a ele... ele esta lá virando a bundinha loirinha.

P.S.: Estou de recesso sexual neste período de festa natalina e ano novo. Prometi não colocar nada sexual neste blog neste período, mas não me contive em não postar esta historia.



Feira . da . Sé . Castelão . TUF . Vovô . Leão . Ceará . Fortaleza . Cariri . Jesus Luz . Pré reveillon . Flores . Mucuripe . Chiclete . Com . Banana . Teatro . Humor . Beira . Mar . Raimundinha . Aurineide . Camurupim . crépusculo . Garras . da . patrulha . Tv . 2009 . Luizianne . Lins . PT . Coco . Coopper . hotel . Oasis . feirinha . mc . donald . AABB . Clube . ideal . aterro . daniela mercury . alvinegro . série . b . lula . pereira . Zé. teodoro . porangabuçu . atletas . casemiro . mior

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal...

Oh, Senhor, me faz um menino de verdade!
Livra-me de pensamentos idiotas.;
Me faz ser amável;
Me dá um “gatinhum” de presente;
Lembra daquele premio que eu ganhei com o cartão do outro? Me perdoa!
Obrigado pelo ano maravilhoso;
Obrigado por ter me dado oportunidade de ajudar e dar presentes aos que amo;
Desculpa, hoje eu fui na padaria e não dei a gorjeta do empacotador;
Desculpa pela indiferença diante de um amigo ali, sabe?
Obrigado pela minha saúde. To meio fora de forma, mas tudo bem (meio não, total fora de forma);
Obrigado por ter cuidado tão bem de mim;
Obrigado pela oportunidade de ter visto minha mãe neste ano;
Desculpa, pelas pessoas que passaram na minha mão (você me entende o que eu quero dizer, né?);
Obrigado pelas pessoas maravilhosas que existem na minha vida;
Juro que a partir de hoje vou maneirar nas pegações;
Ah, desculpas pelas mentiras, menti tanto, aumentei tanto as histórias. Desculpa, viu?
Desculpa por ter gritado tanto com os amigos de trabalho;
Livra-me dos stress, tira-me a ignorância;
Esse ano fui muito grosso com as pessoas. Me perdoa?
Desculpa, pelo Samir. Ele quis namorar comigo e eu não quis;
Desculpa, pelo Felipe e pelo Leandro. Usei-os para o meus interesses;
Oh, Senhor me faz uma pessoa melhor!!!

Feliz Natal Para Todos!!!!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Os dias melhores chegaram...


Os dias melhores não estão chegando. Os dias melhores já chegaram. Chegaram quando eu posso:
Me levantar cedo, ter certeza que ainda tenho emprego;
Quando abro minha geladeira e tudo esta ali a ser escolhido: “ah, quero cereal, não, eu quero mamão com leite, ah, prefiro a pizza gelada de ontem”.
Coloco minha calça hiper apertada de stretch (tecido que estica), me sentindo o máximo na calça, gola pólo branquinha com cheirinho de bebê, tênis com molas.
Quando eu posso ir ao trabalho de moto em cinco minutos, ao invés de ir de ônibus e gastar 35 minutos do meu tempo.
To com vontade de comprar alguma coisa? Compro.
Quando to com vontade de comer alguma coisa diferente? Como!
Ah, posso andar pela praia à noite no dia que eu quero, afinal moro há quatro ruas da principal avenida praiana, ponto turístico.
Quero viajar? Viajo! E na hora que eu quero.
Meus amigos de trabalho me adoram e me dão presentinhos ótimos.
Internet 24 horas tanto no trabalho, quanto em casa.
Em menos de uma semana, ganhei um computador, um uísque caríssimo, um perfume, sabonetes luxuosos, tecidos, chinelos da havaiana com bandeira da Alemanha, ganhei chocolates e dvds (do Adler).
To com vontade de beijar? Beijo! Nem que essa pessoa não mereça.
Meus amigos estão ao meu lado.
Tenho mãe, tenho pai, tenho família.
Tenho saúde.
Não tenho inimigos. E os poucos que me odeiam são uns idiotas.
Não tenho problemas martirizando minha mente. Não tenho problemas dos outros me afetando.
Minha felicidade não depende do outro.
Perdi o medo de abraço, antes morria de medo de abraçar alguém. Hoje eu aprendi. Todos os dias quando chego ao trabalho abraço e beijo a bochecha de alguém. Sinal de afeição.
Meu natal e réveillon serão ótimos. Passarei meu réveillon na praia e no dia seguinte quatro dias de viagem à Canoa Quebrada.
Minha conta esta positiva. Afinal, nunca consegui guardar dinheiro. Agora que tenho que inventar algo pra gastar.
Hoje posso ser melhor do que ontem. Tenho o controle total de minha vida.
Não sou mais aquele bobinho que outros iludiam. A fase de garoto já passou, tenho 24 anos!!!!

E o namorado? Ah, esse eu NÃO TENHO!!!
P.S.: Que ódio...

sábado, 20 de dezembro de 2008

il Mio Passato: Páscoa de 2005

Páscoa de 2005

-Oi! Teu nome?
-Marcelo.
-O meu é Homorango.
-Posso te beijar?
-Pode.
(depois de alguns segundos de beijos)
-Abre aqui, porra?
O segurança bateu na porta, para abrirmos.
-Não pode entra duas pessoas juntas.
Eu e meus botões estávamos achando ele com a cara do jogador Kaká da seleção brasileira, em versão loira, de olhos verdes, pele bronzeada e de aparelho.
-Chegou quando em Canoa?
-Cheguei na quinta. Tem algum lugar onde possamos ir namorar.
Antes dessa pergunta, eu tentei beija-lo duas vezes na frente dos homens que estavam urinando ao nosso lado. Não senti medo, perigo que corríamos se eles percebessem que dois homens beijavam.
-Tenho lugar, estou em uma pousada aqui perto. Me aguarda um segundo, que eu vou dentro da boate para pegar a chave com os amigos.
-Te espero aqui.
Peguei as chaves com os amigos. Um chaveiro em forma de bola de sinuca escrita o número oito, e detalhe o quarto era o numero três. De volta a rua, o procurei e não encontrei. Pensei, poxa levei cano. Estava desesperado para beija-ló, o Kaka que se chamava Marcelo. Voltei para os amigos e comecei a dançar com o pensamento nele. Não deu uns minutos e ele me ver e volta a falar comigo.
-Poxa, voltei com a chave e você não estava lá.
-Eu que te esperei e você não apareceu.
-Então, vamos agora?
Fiquei louco quando ele me seguiu. No meio do caminho uma moça me chamou de cheiroso, e ele por impulso me cheirou na frente de todos, a moça ficou espantada.
Chegamos no quarto e ele logo tirou a roupa.
-Você chegou quando?
-Cheguei há uma hora, vim passar uma balada diferente, estamos de carro e vinhemos curti a noite. Logo de manhã iremos embora.
-Você perdeu a melhor noite que foi quinta-feira, todos estavam chegando e com maior gás. Foi o dia mais movimentado.
Tiramos a roupa e vi aquele monumento nu só para mim. Ele loiraço, todo bronzeado com marquinha de sunga, com as pernas toda trabalhada, e um bundão maravilhoso. Que beijo, hein? Ele sentado em cima da cama parecendo um anjo dourado me beijando e me desejando. O seu corpo quente encostado no meu, seu peitos durinhos, o braço suave e malhado. Ele estava louco por mim, eu sentia isso em seu olhos.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Semana Corrida

(Ei, amigo, achei a imagem que eu tentando queria ver, o
Chris brown no momento raro: sem camisa... olha foi um ano
tentando ver um pedacinho de seu peito)

Sexta-feira 12/12:
Aniversário de um ano da minha Moto Burguinha, com direito a bolo crocante, parabéns e beijinhos no retrovisor. Verdade! Antes de irmos almoçar eu e meus colegas de trabalho (oito) paramos em frente a moto e cantamos parabéns... hua, legal. Pessoas que passavam no estacionamento, não entendiam nada.

Sábado 13/12:
É nem de sexo, farras, amores e decepções vive este blog. Sábado passado eu fui para o show Diante do Trono no Aterro da Praia de Iracema. Isso, mesmo! Show evangélico do Diante do Trono, por que amo musicas evangélicas de cantores tipo: Aline Barros, Regis Danese, PG, Kleber Lucas, Catedral, e por ai vai... E pedi muito a Deus que Ele colocasse um rapaz evangélico e de família, na minha vida. Tipo o Kaka, evangélico e de família.

Domingo 14/12:
Eu e um amigo fomos conhecer uma Thermas que fica localizado na Aldeota. E como sempre tenho sorte com homens. Eles sempre ficam no meu pé. Fiquei com um cara que se achava o máximo, dizendo que ia me tratar bem, e logo respondi: “Eu não quero que você me trate bem, eu quero que você se ajoelhe e reze e agradeça a Deus por eu ter ficado com você, por que se fosse em outros momentos em minha vida você iria passar despercebido”. Ah, e detalhe, ele que se ofereceu pra ficar comigo.

Segunda-feira 15/12:
Descanso, né, por que ninguém é de ferro! Pastelzinhos do Dom Pastel antes de assistir o filme “O Tempo Que resta” que gravei por ter lido um comentário no blog do Just (Mais do Que Um Menino).
Ganhei um whisky Black & White do meu cliente mais lindo e gostoso que já existiu. Ele é gato de mais. Que pena que ele não me deu o presente que eu tanto queria: o seu Amor.

Terça-feira 16/12:
Confraternização dos amigos do “Club do Almoço do Trabalho” no Viva La Vaca com direito à amigo oculto e tudo. Rodizio de carnes, frios, massas. Paquerinhas nas mesas e com o cantor de Salsa torcendo o pescoço pra olhar para minha bunda.
Ganhei de presente um par de chinelos havaianas com a bandeira da Alemanha.

Quarta-feira 17/12:
Ganhei um PC no sorteio! Hehehehe.
Hoje foi a Confraternização Geral do trabalho. Cervejas, salgadinhos, fotos e risos. Fiquei com dois números para sorteio, um numero era da minha colega estagiária e outro numero era meu. Não é que eu ganhei os dois prêmios? Minha colega ganhou uma cesta, e eu ganhei um computador com monitor LCD. Hahahaha... e como tenho muita sorte, meu pneu furou. A moto teve que dormir no estacionamento do trabalho. Como diz o meu chefe: É melhor você ir pra casa com um computador e um pneu furado do que ir somente com um pneu furado!

P.S.: Droga! Hoje eu perdi o capitulo da Favorita.

Quinta-feira 18/12:
Terminei a produção dos CD's que irei distribuir para os amigos e clientes no período do natal. E como alguns apressados já souberam do CD, então tive que distribuir hoje. Amanhã irei para outra confraternização (do meu escritório), ainda bem que os presentes serão de R$1,99.


P.S.: Isso é só pra mostrar as pessoas que minha vida não é só de sexo e farras. Tenho minha vida bem regrada, tudo bem que, transo duas vezes por semana, com pessoas diferentes, mas tenho meu trabalho, meu lar, meu cachorro pra dar banho, minhas doações, minha família e amigos para me preocupar. Não sou promiscuo, sou ACESSÍVEL!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Fortaleza, Ceará


Del paseo . Sexo . Blog . Blogspot . Fortaleza . Ceará . Shop Aldeota . Avenida . Praia de Iracema . Aterro . Praia do Futuro. Ceará Music . Fortal . Canoa Quebrada . 2009 . Gay . Divine . Donna Santa . Meet . Music Box . Prefeitura . Daniela Mercury . Reveillon . Marina Park . Sunga . Homens . Burgman . Orkut . Estátua . Mucuripe . Serviluz . Pirambu . Grande Circular . Papicu . Madonna . Dom Luiz . Siara Hall . Alanis Morissette . Cabumba . Drag . Queen . Castelão . Diante do Trono . Aline Barros . Homossexualidade x Religião . Lei seca . Youtube . Atoron perigon . downloads . músicas . mp3 . Tv digital . Google . Msn . Estilista . Estilo . The week . Travesti . Neca . Almodóvar . Rio de Janeiro . São Paulo . Recife . Salvador . Natal . Sauna . Cinemão . GLBT . Terceiro Travesseiro . O Preço de Ser Diferente . Apartamento 41 . No Presente . Lost . Gossip Gilrs . Revista . Junior . G magazine . Pornô . Rodoviária . Mix . Brasil . Concentração . Espanha . Ensaio . Parada . Verdes . Amarelos . Quando . É . Como . Faço . Ser . Meninos . Rapaz . Piscina . Molhado . Discreto . Engarrafamento . Cara . Efeminado . Procuro . Não . Raílson . Gosto . Curto . Bandeira . Beijaço . Protesto . A . O . Favorita . Iguape . Carnaval . Beberibe . Aracati . Icaraí . Fotos . Semana Santa . Pré-Carnaval . Bloco . Cheiro . Cachorra . Bar . Unidos . PI . Dragão do Mar . Bixiga . Forró . Sitio . Kangalha . Arena . Tá . Bonito . Unifor. UECE . UFC . Vestibular . Concurso . Carteirinha . Hospedagem . Albergue . Pousada . Barata . Zoeira . Zueira . Night . Buchicho . Fuxico . Povo . Nordeste . Diário . Cena . Feira . Catedral . Da . Do . Sé . Será . Cinema . Humor . Humorista . Mesura . Samba . Fume . Bigode . Muído . Limofolia . Ivete . Sangalo . Mares . Globo . Quixadá . Sobral . Juazeiro . Quixeramobim . Ela . Ele . Cinema . Alcócol . Motorista . AMC . Detran . Leão . Vovô . Tricolor . Malhação . Gravação . Viagem . Viajar . Turismo . Jornal

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Procura-se um namorado!


Procura-se um Namorado !
(texto feito por mim, Homorango, dia 15/12/2008)


Namorado é um vício
Não adianta vir com chá,
guaraná ou chocolate,
eu só quero é namorar...
(Neyde Noronha)


Procura-se um namorado!
Que me abrace todos os dias, não importa qual horário;
Que me acorde com um beijo de bom dia;
Tenha paciência com a demora do meu vestir;
Tenha um bom dialogo, mas não fale pelos cotovelos;
O corpo seja de rapaizinho de 20 anos;
Ah, tem que usar cueca branca boa parte da semana;
Cabelo sempre ajeitadinho (que não fique com raiva quando eu descabelar);
Não importa a idade, contanto que não ultrapasse a casa dos 30;
Jogue bola, beba cerveja, e saia com os amigos, no máximo uma vez por semana;
Cheirinho de bebê;
Tem que fazer meu achocolatado todas as manhãs antes de ir pro meu trabalho;
Tem que estudar e/ou trabalhar;
Assista filme comigo agarradinho no sofá, mas que não fale muito durante o filme;
Não precisa ser bonito ou popular, contanto que meus amigos fiquem com inveja;
Tem que gostar de cachorro, tenho um poodle;
Dar comida aos passarinhos (os futuros passarinhos que vamos ter);
Tem que ajudar velhinhos a passar a rua, doar seu tempo a crianças carentes;
Colocar o lixo pra fora;
Saiba cantar (quero que cante no nosso casamento);
Tem que ser forte, ter bração, pernão, bundão;
Não precisa morar comigo (tenho dificuldades pra dividir meu cantinho). Pode passar o final de semana na minha casa, mas depois do Fantástico “pega o beco!”;
Sempre lembre de mim, quando estou longe;
Quando andar na rua sempre vê algo que faz lembra de mim e acaba comprando presentinhos;
Tem que ter bom humor, daqueles que rir por besteiras, mas sem aparentar doido;
Ah, não pode ser doido, eu sempre percebo no primeiro dia;
Quando eu estiver triste, me deixe chorar no seu peito;
Saiba sorrir quando tropeço (eu sempre tropeço na rua);
Tem que ficar lindo numa calça jeans básica com blusa branca básica (já é meio caminho andado);
Conquiste minha mãe, meu irmão, meu pai (sem tomar meu lugar);
Tem que ser de família;
Não precisa ser perfeito, mas se chegar perto da perfeição, eu agradeço;

Ah... já ia me esquecendo o principal, esqueça tudo acima e ME AME...

domingo, 14 de dezembro de 2008

Boneco, Menino, Pinóquio



Em outra noite de lua cheia, uma super estrela desceu do céu e uma fada muito mais poderosa, transformou o lindo bonequinho em um jovem e belo rapaz de carne e osso. Essa fada lhe disse:
- Transformei-te em um rapazinho de verdade. Mas para ter o príncipe dos teus sonhos, será por tua conta.

Pinóquio ficou radiante. Tinha cabelo, pele, boca com lábios, podia beijar, podia abraçar sem machucar. Seu corpo mexia sem ranger, seus olhos piscavam e seu coração batia mais forte do que nunca. Mas como ter o príncipe dos seus sonhos? Como iria aos céus para conquistá-lo? Nessa agonia e tristeza, Pinóquio chorou dia e noite, até que teve uma idéia! Pediu a Gepeto para ajudá-lo a colher o maior número de rosas que podia. Depois, junto com seu pai, espalhou as rosas pelo jardim da casa sob a luz do luar, pois havia sido numa noite de lua cheia que ele o tinha visto pela primeira vez.

O sereno daquela fria noite começou a cair sobre as rosas, estas começaram a exalar seu perfume mais intensamente, subindo aos céus até o coração daquele lindo príncipe. Ele dormia quando foi alcançado por uma aura de luz e amor, que vinha direto do coração de Pinóquio. O doce perfume das rosas inundou o local onde ele estava dormindo. O príncipe, a princípio, ficou muito perturbado, pois nunca havia visto nem sentido o amor de outro ser por ele. Ele não sabia o que era o amor. Mas como que envolta por uma aura de magia e mistério, resolveu seguir o perfume das rosas, para ver de onde vinha. Assim que seus lindos pezinhos tocaram o chão, viu um lindo rapaz de cabelos muito pretos, olhos de graúna profundos, boca vermelha e pele muito branca. Ele se aproximou e perguntou:
- Quem é você? Porque me chama? Para que tantas rosas?
Pinóquio, sem lhe dizer absolutamente nada, aproximou suas mãos e o toucou, dizendo:
- Não lembras de mim? Eu sou Pinóquio, aquele que tu trouxeste do mundo escuro, dando a vida.
Ele retrucou:
- Como pode?
Pinóquio, mais uma vez tentando controlar uma parte de seu corpo, respondeu:
- Como pode? Uma fada apiedou-se de mim e me tornou em carne e osso. Venha, me toque, me sinta e nunca mais duvide do meu amor por você. E não me diga que não posso te amar.

O príncipe, totalmente trêmulo pela voz contagiante daquele lindo rapaz, estendeu sua mão e tocou os cabelos de Pinóquio, deslizando suavemente seus dedos por entre os fios. Depois tocou a pele do rosto e dos lábios macios daquele lindo rapaz, mas quando finalmente olhou bem dentro dos olhos de Pinóquio, reconheceu-o, mas aí já era tarde.....

Pinóquio já a tinha em seus braços e para o primeiro beijo foi um pulo e para o segundo, o terceiro e o quarto beijo também.

O mundo girava ao redor deles naquela noite fria de lua cheia, as estrelas caíam do céu como que para contemplar amor tão puro e lindo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Viagem, Canoa Quebrada, parte 3


Descemos para o luau da barraca Fredom (isso já era seis e meia da manhã) para encontrar o Adler.
Chegando perto do que antes era uma fogueira e agora se resumi a cinzas, revi o carinha que tinha me paquerado quando cheguei esta noite na rua da Brodway, de óculos setentão, cara de lerdo e maníaco. Esfreguei os olhos para vê-lo novamente e tentar entender como uma pessoa tão bela pode se esconder detrás de uns óculos. Nossa, ele estava lindo, sem camisa, demonstrando um físico malhado, com abdômen sarado, peito forte, braços enormes, com tatuagem no ombro, a cintura magra com marca de sunga, com meia bunda de fora da cueca.
- Puta que pariu, Bruno! Olha aquele cara. Ele tinha em paquerado lá em cima um pouco mais cedo, e eu o ignorei, achei ele meio doido com esses óculos. Olha o seu corpo e veja o que perdi.
- É mesmo, amigo. Você perdeu um carinha e tanto, olha aquele abdômen.
- Droga. Agora é correr atrás do prejuízo.
Fiquei encarando, até que veio pedir “fogo” ao Bruno pra acender um baseado. Droga por que eu não ando com isqueiro no bolso. Claro, eu não fumo. Depois o Bruno foi até ele:
- Você vai fumar esse baseado aqui? E sozinho?
- Depende. Se tiver um lugar melhor e se for com você?
- Eu nunca fumei e to querendo experimentar.
Mentira do Bruno, o truque da Galinha Morta, ele veio ao mundo fumando.
- Você tem baseado aí.
- Não.
- Então, deixa enrolar direito que a gente fuma ali, distante da galera.
Diacho! Perdi o carinha pro meu amigo. Mas sem problemas. Nossa amizade tem a comunhão de bens e bofes. Eles fumaram e tentaram transar detrás da barraca, de longe dava pra ver os seus pés. Não conseguiram nem se acariciar, já estava de manhã e tinha uns homens lá em cima das falésias admirando o amanhecer do sol e de quebra dava para vê-los. Então, o Bruno me perguntou se podia leva-lo para o chalé para ficarem a sós. Claro, amigo!
Na subida da cidade, eu ia à frente e os dois atrás. Minha calça de cintura baixa, com a inclinação da rua, ficava mais baixa ainda, aparecendo minha cueca. O cara logo se prontificou de admirar minha bunda. Percebi isso pela sombra. Logo pensei: “Eita, meu brother, o cara vai querer ficar comigo e não com o Bruno” Dito e feito, ao entrarem no chalé, não passou dez minutos e o Bruno me chamou por que o carinha queria ficar comigo. Não contei pipoca, feijão ou areia. Fui logo dar um trato naquele corpo. Ah, maravilhas. Instrumento grosso, grande, apontando pra cima e de cabeça enorme. Currículo: Bernardo, 24 anos, morava em Fortaleza, no centro, mas veio fazer faculdade em Aracati, cuida da casa de praia da tia (mora só na casa), vegetariano, ambientalista, adora o mar, corpo esculpido a nado, não namora, gosta de mulheres, mas de vez enquanto fica com alguns homens depois de fumar um baseado. Ta aí, primeira vez que vi maconha fazer homem virar bicha. Que desculpa esfarrapada...
Que gostei? Gostei... E o restante do dia falava a seguinte frase para os meus amigos: Como pode um homem tão belo se esconder atrás de uns óculos? E o pior que os óculos era igualzinho ao da primeira foto acima (Tom Welling).

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Viagem, Canoa Quebrada, parte 2



Ao dormir, sonha com o “príncipe” que, dando-lhe um beijo, elogiou sua nova conduta. Acordando, sente Pinóquio não ser mais um boneco: havia se transformado em menino de verdade. Olhando em volta, a cabana havia se transformado numa bela casa. Onde guardava seus trocados, moedas de ouro. E o doente Gepeto, alegre e forte, o esperava numa sala. Curioso com a súbita mudança provocada pelo bem que praticara, pergunta a seu pai onde estava o velho Pinóquio de pau.
E lá estava ele, apoiado a uma cadeira, a cabeça virada de lado, braços pendentes, pernas cruzadas. Pinóquio admira-o e, finalmente, conclui:
- Como eu era engraçado, quando era boneco de pau! E como estou contente agora, por ter virado menino de verdade!


Acordamos literalmente na piscina. Colocamos a sunga e “tibum”... caímos na piscina. Pausa da conversa para fazer relatório sobre a farra de ontem, bronzeamento, paqueras em cima do muro, é, ficamos em cima do muro olhando os carinhas que passavam na rua, um em especial balançou conosco, o bugueiro que estavam vendendo passeios. - Oh, brother, vocês querem adquirir passeios de bugue ? E no pensamento: Não, amigo, não queremos passeios, queremos outra coisa! Hahaha... Antes do anoitecer fomos almoçar no restaurante da amiga do Bruno. Bifinho acebolado, filé de frango, frango ao molho, batatinhas sequinhas, homens lindos e casados nas outras mesas, pudim da Biza, paqueras com as pessoas que passavam na rua.
Ah, dormir no começo da noite, por que ninguém é de ferro. No fim da novela das oito, descemos para a piscina, e o mesmo sistema de ontem, dvd player portatil com beyoncé, whisky, guaraná, gelo e energético.
Vestimos as calças coladerrimas, o melhor perfume e descemos para a rua Brodway. Movimento intenso de homens atraentes, boate e forró lotados, gringos falando seu idioma, regueiros no bar do reggae, nativos com seus corpos bronzeados, gays com suas roupas da moda, surfistas com ar sensual “te como”. Bebemos cerveja na frente do forró. Passou um cara me paquerando, mas não gostei dele, por causa dos óculos setentão e a cara de lerdo (não esqueçam, mais na frente falarei dele). Escolhemos primeiramente a boate No Name, entramos e dançamos o Kuduro. De repente vejo o Pinóquio de frente pra cabine do DJ. Pinóquio é um nativo, amigo do meu ficante de carnaval, que há quatro carnavais sempre fico com o Moreno em Marjolândia. Eu já rodei na mão de todos amigos do Moreno, menos do Pinóquio, e essa era minha meta. Quando o vi, não pensei duas vezes, vai ser desta vez. Prontifiquei-me de ficar ao lado dele, perguntei sobre o Moreno, e ficamos conversando ao lado do banheiro. Conversa vai e conversa vem, beijo o pinóquio na frente de suas amigas. Fui lá no Adler correndo: Ai, Adler você tem que me dar a chave do chalé urgentemente. Com as chaves na mão, convidei o Pinóquio para dar uma volta (com o destino ao chalé). Vento forte e frio, mar a vista, nos abraçamos ali na rua deserta, tentando sugar o calor do outro.
- Nunca pensei que você um dia iria ficar comigo. Entre nós você sempre quis o Moreno.
- Você nunca percebeu meu olhar pra você. Eu sempre tive vontade de ficar com você, mas o tempo era curto
(o carnaval tem sexta, sábado, domingo, segunda, terça e quarta) e principalmente você sabe, o Moreno nunca dava brecha.
Encostamos-se ao muro da pousada e ficamos nos beijando entre flores, galhos e o luar. Entramos no chalé, tiramos a roupa sem tirar os lábios um do outro, nos beijamos como se o mundo fosse acabar naquele momento. Caímos na cama sem roupa, eu em cima dele, a sua mão na minha bunda, o cheiro de homem, os lábios ultravermelhos, a luz do banheiro fazendo sombra de nossos corpos, pouca luz no quarto, luz amarela, parede amarela, o seu corpo de bronze. Eu o segurando pelo membro, beijava-lhe com toda a força, com meus lábios molhados, banhados pela minha boca. O gosto bom, de limpeza, de carne de homem. Ele urrava de prazer a cada toque de minha boca no seu membro. Colocou-me de costas, e lambeu todo o meu corpo. Tendo um trato maior em minha bunda. O peso do morenaço em cima do meu corpo, fazendo pressão. E no fim, gozamos como loucos. Deitamos um ao lado do outro com respiração ofegante, descansando, ele dormiu em meus braços. O sol amanhecendo de sorrateiro, a luz do dia entrando entre as frechas da janela (as mesmas fechas que eu tenho certeza que o vigia dos chalés nos espiava), o fio de luz, criando uma atmosfera inigualável, permitindo-me observar o corpo moreno, malhado, pernão, as pernas mais lindas, grossas e bronzeadas que já vi, corpo de nativo do litoral.
Ele realmente é um homem que faz diferença em mim, não é apenas mais um que deita em minha cama, mas sim um homem especial, seus 20 anos completados, seu jeito de quem sabe tratar outro homem, ele tinha tudo para ser um hetero interessado somente nos dinheiro dos outros, mas não ele estava ali, deitado ao meu lado, dormindo, sem preocupação sobre amigos, sobre namoradas, sobre dinheiro, fazendo tudo o que um bom sexo permiti, sem nojo, sem escrúpulos.
Meia hora de descanso e já estávamos de volta a badalação, agora já era de manhã. Ele procura os amigos para ir embora, mas para minha surpresa, quem o encontra: o Moreno. O Pinóquio tinha mentido para mim que o Moreno não estava em Canoa. A cara de ciúmes que o Moreno fez quando nos vimos juntos.
- Oi, Moreno.
- Oi, Eder. Você aqui? Por que você não me procurou?
- Eu perguntei ao Pinóquio...
olhando para o Pinóquio que não sabia onde colocar a cara, então foi neste momento que me toquei que ele tinha mentido para ficar comigo... e ele disse que você estava por aí. Te procurei, mas não achei.
Ele não se convenceu e saiu com raiva puxando pelo braço do Pinóquio. Eu sozinho e com ódio do Pinóquio, sai à procura dos meus amigos. Logo achei o Bruno com o paquera dele chamado Igor (o rapaz que paquerávamos ontem na barraca Freedom). Descemos para o luau da barraca Freedom (isso já era seis e meia da manhã).
Continua...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Viagem, Canoa Quebrada, parte 1


A maior prova de amizade tive este final de semana, por mais que lute contra, eu sou dos meus amigos, principalmente o Adler. E ainda escutas quando eu chamo, me sustentas quando eu clamo, me dizendo quem eu sou. Malas prontas em direção à Canoa Quebrada. Chegamos às 21h na praia, preço da estadia combinada, jogamos as malas no chalé, e fomos dar a volta na cidade, compramos gelo, energético, lanches para o café da manhã, e água mineral, voltamos pra pousada para fazer as bases. Whisky, gelo, guaraná e energético na beira da piscina, colocamos a sunga, bebemos na borda da piscina e de vez enquanto dentro dela quando o frio deixava. O Bruno louco com as suas histórias hilárias e surreais; o Adler com seus contos de fadas, príncipes e desilusões; e eu com minhas aventuras sexuais que sempre são maravilhosas ou de vez enquanto dão em merda (entendam como quiserem). Três pessoas diferentes com o mesmo objetivo: ser feliz, nem que seja da nossa maneira. Afe, o Bruno contando a história das meninas bêbadas no apartamento dos amigos “tu vai ficar bem mulherzinha”, o Adler contando sobre a academia e seus príncipes “malhadaços”, e eu contando a história da ultima transa dentro da mesma piscina onde estávamos.
Ao toque da meia-noite, horário em que as cinderelas devem ir embora, nos os príncipes estávamos chegando na rua da Brodway, perfume fluindo no ar, cabelos bem arrumados, bem vestidos, cabeça feita por whisky e energético, estávamos chegando na primeira boate. A Lua a nos espiar de longe, o mar indo e vindo, corpos bronzeados passeando, quase como uma vitrine. Passamos pelas boates, pelo forró, até descer as falésias e ao encontro do luau do reggae.
Pés na areia fofa, fogueira alta, forte e incandescente, céu cheio de estrelas (o Adler me falou “não sei o quê” sobre as estrelas, mas eu estava muito bêbado para entender), danças na beira do mar. Atmosfera perfeita para um beijo. Dançamos sem beber nada alcoólico, estávamos no limite, nosso organismo não agüentava mais nada com álcool. Avistei um carinha que me paquerou a viagem toda dentro do ônibus. Claro, cheguei perto dele, mas outro rapaz me chamou atenção, um nativo tipo surfista regueiro, pele bronzeada, com calça branca sem blusa com metade da bunda bronzeada do lado de fora... lindinho... sentei na jangada e esperei alguma reação que não demorou muito.
- Oi, tudo bom?
- Tudo.
- Teu nome?
- Eder.
- Tarcísio, prazer.
Passamos um tempo calado, até que ele alisar o próprio corpo. Ah é? Quer sexo? Pois você vai ter!
- Vamos pro canto mais escuro. Pra podermos ficar à vontade.
- Na hora, brother.
E lá fomos nos para as falésias, lugar escuro, somente a luz do luar, não víamos mais do que dois metros a frente devido falta de luz, casais fazendo sexo na areia, e nos com poucas peças de roupa sobre o corpo. O peito forte, tronco durinho, pernas e bunda torneadas. Seu cabelão encaracolado ao vento, boquinha vermelha e macia. Cheiro bom de bebê, jeitinho de quem quer mais safadezas, tímido sorriso, anjo loiro do mar. Tiramos a roupa e ficamos desnudos encostados nas paredes da falésia (com o perigo de sermos subterrados). O negócio estava tão bom que nem vimos o tempo passar. E nos beijos que ele me deu, o dia amanheceu.
Na subida das falésias para ir embora me encontrei com o paquera do ônibus, nosso estado alcoólico limitou nossa conversa indo direto aos beijos e amassos em pleno sol matutino. O Adler tinha sumido no meio da noite, o Bruno ainda virgem em Canoa. Chegamos no chalé, e o Adler estava feliz e radiante contando as aventuras com um príncipe, ainda tinha foto na câmera e tudo. Eu e o Bruno não deixávamos ele dormir, dançando e cantando a música da Daniela Mercury e fazendo passinhos estranhos e hilários, repara só na música e imagina a cena:


Ahiêê Ahieê êê, Ahieê Ahieê êêAhieê Ahieê êê, Ahieê Ahieê êê...
E a gente dança
A gente dança a nossa dança
A gente dança
A nossa dança a gente dança...


Azul é a côr de um País
Que cantando Ele diz
Que é feliz e chora...(2x)

Alegria agora
Agora e amanhã
Alegria agora e depois
E depois e depois de amanhã...(2x)


Essa alegria é minha fala
Que declara a revolução
Revolução...(2x)


Dessa arte que arde
De um povo que invade
Essas ruas de clave e sol
E de multidão...(2x)

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Clubinho, Noite 3

“Atire a primeira pedra quem nunca teve um amor platônico. Primeiro, vamos a definição. Amor platônico é aquele que nunca se concretiza, que fica apenas na idéia. "Platônico" vem de Platão, justamente porque o filósofo grego acreditava na existência de dois mundos: o das idéias, onde tudo seria perfeito e eterno e o mundo real, finito e imperfeito, uma cópia mal-acabada do mundo ideal.”

Eu sempre fui a fim do Jarbas, um rapaz de seus 16 anos, loirinho, pele bronzeada de menino, fofinho, pernas grossas, bundinha arrebitada. Um verdadeiro príncipe Willian com seus 15 anos. A primeira vez que o conheci foi em um parque de diversões, onde meu amigo ficou com o seu amigo, e nós dois ficamos sobrando. Ele como sempre cercado de garotinhas afim dele. Não deu nem pra ter um contato mais direto. Meu amigo precisou pegar o numero de telefone do amigo dele, e como nenhum dos dois tinha celular, eu tive que guardar o numero do Jarbas no meu celular. Passaram-se meses, e um dia eu tive uma surpresa encantadora quando saí do prédio do meu trabalho para ir almoçar, o Jarbas passou em frente o prédio indo para á pé para o colégio. Desta vez eu era quem estava cercado de pessoas: - Oi, Jarbas, tudo bem? - Oi, Eder, tudo ótimo. E ficou somente nisso, não tive coragem de ir mais a frente. E hoje chegando ao clubinho dou de cara com quem? Com o Jarbas. Isso mesmo, o loirinho lindo estava lá, à procura de sexo, situação que não condiz com sua aparência. Ele é lindo, pode ter qualquer homem aos seus pés, e esta lá, humilhando-se por afago. O que seria obvio não aconteceu, eu não dei em cima dele, não cumprimentei. Fui atender a primeira solicitação. Moreno, malhado, cavanhaque ralo, casado, ele foi a escolha e eu o escolhido, chave-prêmio, beijos, caricias, brincadeiras e nada de penetração. Um bom cheiro de homem, perfumado, além de ele ter me confessado que desde o horário do almoço que estava deixando currículo nas empresas. Trabalhava de segurança, e para minha surpresa, ele morava a seis ruas da minha, e por isso marcamos de ter assistência técnica à domicilio. Depois do gozo, sai da suíte e fui para o primeiro andar, e como é de rotina, fico descansado de frente para o ar condicionado. Ele, o Jarbas, apareceu do nada, e ficou paquerando comigo, fez charminho, pegou na mala, e eu? Eu não fiz absolutamente nada, a “Egipsia” gritou. Eu não tive mais força de enfrentar mais um dito “cliente”. Não me preocupo, tenho certeza que não será a ultima vez que o encontrarei no clubinho. Aaaa, vida de sexo, cansa....

domingo, 7 de dezembro de 2008

mais desejo do que paixão...

Rendimento, consequências do final de semana: Paixão!!!

Pinóquio

Deu-lhe o nome de Pinóquio. De repente apareceu o "príncipe" e o tranformou em um menino de verdade, o boneco criou vida.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Clubinho, noite 2


Mais uma noite animada no clubinho, mas nada de exageros e nada de homens belos, somente aqueles que não merecem o meu corpo. O ex-namorado do meu amigo estava presente, à procura de sexo, bêbado “às quedas” em plena segunda-feira, e pra minha surpresa ele estava amigavelmente acompanhado do menino-zinho de short surfista. Rimos à toa sem motivos aparente, possivelmente por não sermos atraído um pelo outro, e sim a atração do clubinho. E como meu “trabalho” é coisa séria, tenho que ir a luta. Subi o primeiro lance de escadas, e nenhum cliente que me agradasse, quer dizer hoje os homens não estão servindo pra nada.
Com a chave-prêmio na mão, inventei de ficar novamente com o michê do Carlito Pamplona. Dias anteriores eu tinha prometido a mim mesmo que nunca mais iria ficar com ele, ele me persegui, pega no pé e não deixa mais nenhum outro cliente chegar próximo de mim. Engraçado que no dia que o conheci eu pensei que ele fosse estrangeiro por causa de sua dicção, nossa, nunca vi um michê estrangeiro, quem viu me diga, que pra mim será inédito. E eu não gosto de transar com ele, já sabia disso, mesmo assim teimo em transar, devido ele ser totalmente liberal (isso inclui o “chupa aqui”, “mordei aqui”, “lambe meu pé”...). Depois da brincadeira indesejável... fiquei esperando função na mesa. Apareceu um daqueles heteros que não quer nada com gays, fica fazendo cara de quem não esta vendo ninguém, que não quer nada, a linha “Narjara”, “Egipsia”. E essa linha é a que endoida os gays, por que homem difícil é o que nos desafia. As “mortas-de-fome” ficam em cima, é uma briga pela atenção dos heteros, parecem urubus em cima da carniça. Eu, claro, não poderia perder o cliente também, cheguei perto e joguei charminhos, o grotesco levantou-se da mesa e afastou-se de mim. Ah, é, boyzinho de merda, é assim? Pois você vai ver, não te dou bola nunca mais. Não deu meia hora e ele já estava de quatro pra mim, e claro, me surpreendi, a imagem de ativo enganou-me facilmente. Adoro ser enganado por heteros que juram que vai ser ativos na cama, e de repente viram a bunda pra mim... Depois que gozei, ele quis me virar para me penetrar, eu não deixei e me vesti. Não rola, amigo, depois que eu gozo, eu não sinto mais prazer...

Cheguei em casa com nojo de mim mesmo, tomei um banho bem demorado, juro que se tivesse água sanitária jogava em cima de mim mesmo...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Russas Folia, Parte 2

Logo após do fim do trajeto da folia, o som do trio elétrico foi desligado, as luzes do palco acenderam e a banda na tenda VIP começou a tocar. E ao som de forró fui apresentado ao Loiro pelo Jarbas. Pouca conversa e muitos beijos atrás do caminhão da banda. Depois que o Loiro me beijou, ele começou a beijar do nada a amiga do Jarbas (que eu tinha conhecido no mesmo dia). Não fiquei com raiva, senti-me livre para poder paquerar a trupe de menininhos lindinhos que rebolavam na minha frente com a banda de pagode. Amanhecendo dia, fomos tomar caldo da ressaca na praça principal da cidade, e a putaria não terminava, os foliões não cansavam, não iam embora dormir. Eu, claro fui dormir por que meio-dia tinha que ir pra feijoada do Forró do Muído.
Acordei 11h da manhã, levantei, fui lanchar na cozinha de baixo, bem servido com pratos nordestinos, tapioca, cuscuz, café com leite, suco de caju, bolo de milho, de aipim. Lanchei e subi para o quarto, logo chegou o carinha de ontem que ficou com o Jarbas. Lindo, lindíssimo, rapaizinho, com cabelos cacheados, novinho, e mora na cidade de Aracati (a cidade que eu vou amanhã, quem sabe eu o encontro e fico com ele). Abadá lavado, roupas passadas, cabelos lavados, corpo descansado, e a ressaca curada, é hora de ir pro clube Kangalha para a feijoada do Forró Muído. Eu cheguei por ultimo, a prima do Jarbas foi me deixar de moto ao entardecer. Encontrei o Doutor e cia na porta de entrada. Entramos e ficamos distante do palco. Sminorff Ice, Gudan, cerveja, fotos, abraços, cumprimentos, dancinhas de forró. Meus olhos encontraram o Rafael de longe, o rapaz que fiquei ontem, abraços, muitos abraços e carinhos tímidos, fotos, paqueras, e recusas de cerveja, ele não queria beber muito para estar de pé mais tarde na hora do trio. Paquerei com um rapaz baixinho, lindinho, com corte de cabelo militar, com uma bundinha linda e pernão. Ele estava parado com um litro de “teacher” no chão, com cara que não estava nem aí, cantarolando os sucessos do Muído “São amores, amores que marcam, amores que ferem, amores que dói, amores que amargam”, disfarcei e o fotografei. Agora imaginam, eu namorando um interiorano, macho, lindo, e cuti-cuti...
O Rafael me vigiando, até na hora de ir ao banheiro. Fomos pra casa trocar a roupa pelo abadá.

Viagem, Crossroads

Amanhã será “A” Viagem!!! Eu, Adler e bruno seremos as três amigas do filme “Crossroads”, viajando adoidado para a praia de Canoa Quebrada. Será um final de semana de pura diversão, encontros e união. Estaremos tirando férias do mundinho gay metropolitano. Hoje estarei fazendo depilação, arrumando as malas, colocando camisinhas na necessaire, passagens no bolso. Estou ansioso por que será somente eu e eles, e como nos conhecendo bem, canoa vai ser pequena para os três. Eu pensei em levar meu “namoradinho”, mas ele esta em época de provas colegial e tem que ficar em casa estudando.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pessoas, CD, Passado

Há um lugar pra chegar
Há uma ponte que te levará pro outro lado
Há um sonho, uma voz dizendo: "os teus sonhos também são meus"
Vou te levar,te conduzir
E quando você alcançar
Saberás que em todo tempo
Eu estive ao teu lado
Chis Durán - Sonhos

Eu ganhei o CD do Cris Duran “Reverência” em 2006. Ouvi somente a primeira música, que por acaso já conhecia, e ficou só nisso. Depois de anos, hoje resolvi pegar o mesmo CD e coloquei no toca-cds, agora fico com raiva de mim mesmo por não ter escutado antes um CD tão maravilhoso. Fora isso, o cantor é uma delicia. E hoje tirei mesmo o dia para revirar coisas do meu passado, reviver, conhecer. Pensamentos, cartas de amor, poemas e arquivos de memórias. A brincadeira de vida adulta. Lembrei que tantas pessoas já passaram pela minha vida, tantos amigos. O Wagner que bateu meu carro; o Alexandre que ficou comigo e depois namorou o Lucivaldo; O Pablo que amei demais da conta; o Daniel que foi “meu primeiro amor”; O Gil, meu amigo baixinho que agora esta em Portugal se prostituindo; o Dalton, meu amigo-namorado que agora é um viciado em drogas; a Sarah, minha primeira amiga mulher; a Roseli, a amiga que cuidou de mim; Noel, meu primeiro amigão de boate; o Ítalo, meu segundo namorado; Don, meu amigo de farra; Joãozinho, meu primeiro amigo efeminado; Mauro Acassios, o meu ultimo namorado que realmente valeu a pena; Mona-Lisa, minha chefe querida, a melhor de todas, top nº1; o Roberto, meu primeiro e melhor assistência técnica; O Antonio, o primeiro gay influente que conheci; o Thiago, meu amigo de infância.
Agora me perguntem: cadê estas pessoas? Elas estão lá, vivendo suas vidas, por que simplesmente deixo escapar entre minhas mãos. Não segurei forte, esses laços. Mas não deixarei este post ser triste, por que não estou demonstrando quantas pessoas passaram por mim, e sim, quantas pessoas me amaram, nem que seja de sua maneira, mas amaram... Tenho a graça de ter varias pessoas que passaram e muitas que ficaram, exemplo: Adler, meu melhor amigo; Bruno Wendhell, meu amigo, sempre doido, mas é meu amigo; Patrícia, nunca pensei que pessoas totalmente diferentes seriam tão unidas; Alice, uma das minhas mães protetoras; Wilamy, amigo de trabalho também é da família; Atila, uns três anos que o conheço, mas o admiro de verdade; Rafaelle, minha linda e maravilhosa santa; Lisiane, minha ex-chefe e protetora.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Apresentando: O Clubinho (Kabaret Society)


Noite animada, perfeita para tirar o stress no clubinho (ontem não fui por que uma dor de barriga me atacou). Logo de entrada dou de cara com os “taxistas” super dotados, faço charminhos, mas fingem não notar minha presença. Subo os degraus e no primeiro andar dou de cara com um intelectual, uma bicha velha malhadinha se passando por hetero, um gringo com cara de “o quê que estou fazendo aqui” concentrado no movimento mas sem intenção de pegar ninguém. Subo para o ultimo e segunda andar, um gay legal me paquera e pega no seu volume sinalizando que quer sexo, um homem de seus 35 anos fica olhando os nossos movimentos, mas tudo acontece quando um jovem de blusa branca, olhos esverdeados, chega perto das suítes e me nota. Pronto, ele me quer e eu o quero, entrei na suíte com a chave-prêmio e deixei a porta aberta, não demorou um minuto e ele entra na suíte fechando a porta, colocou o membro pra fora e ficou esperando minha atitude, como notei que ele era hetero, não me tocou e nem quis papo, foi querendo ir logo para os finalmente. Depois que dei o seu prazer (por que eu não senti nada de prazer, só o orgulho de pegar mais um hetero). Sai da suíte e fechei a porta. Dou de cara com o carinha dos olhos esbugalhados que já me pegou dias anteriores, mas já desisti de dar em cima, por que ele nunca sabe o que quer. O menino-zinho do short surfista branco com preto entra no clubinho com mais um amigo, e o menino-zinho já fiquei, tem cara de 16 anos, magro, branquinho, corpinho de criança, e o principal: ativo. Chega mais um homem , moreno, malhado, bundão, pernão, todo arrumado e perfumado, mas um detalhe que me incomodava: ele estava usando aqueles sapatos que pareciam de sapateados, era um “teco, teco” na madeira do deck. Muitas ofertas, mas pouca paciência de ficar em cima. Entrei na suíte com um dos “taxistas”, e como sempre confirmo, eles são sempre ativos e indelicados.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Russas Folia, parte 1

Saí do trabalho depois do almoço, cheguei atrasado na rodoviária e perdi o ônibus das 14:30h, saí de Fortaleza às 15:40h em direção a Russas Folia. Cheguei umas 19h, e quando o meu celular deu sinal, chegou a mensagem: você recebeu oito ligações do Doutor. Ah, que felicidade, abadá garantido e carona também. Esperei um pouco e o Doutor chegou de carro para me pegar. Deixei a minha mala na casa do Jarbas. O Jarbas é um amigo que faz pouco tempo que conheci, na verdade o vi somente uma vez, mas é uma pessoa muita querida, e ficar na sua casa foi uma experiência inconfundível, sua mãe super atenciosa, os primos e sobrinhos super legais. Aos poucos fui descobrindo uma cidade bem interessante e pessoas idem. Carros, paredões de som ligados, a cidade era de verdade um carnaval fora de época. Tivemos pouco tempo para conversar e tempo de sobra para pular e pular atrás do trio. Primeira noite: Garota Safada e Wesley Safadão. Chegamos de frente para a entrada do camarote e bebemos em menos de meia hora duas garrafas de vodka. Feito a base, a cabeça calibrada, lá vamos dançar a primeira música: “ Super fantástico, no balão mágico, o mundo fica mais bem divertido”. Elétrico-Axé nos ouvidos, lábios nos lábios e corpo com corpo, primeiro beijo sempre o melhor, dizendo que depois do primeiro vem sempre a fila quilométrica. E como vivemos em um mundo lindo, maravilhoso, e eu sempre sou abençoado onde passo, sempre têm um paquerinha dos amigos de meus amigos, e ele era o Rafael, brinquei e briguei tanto com esse menino antes de beija-lo, até de “Rafaela Ravache” o chamei. “Olha que eu tô bebendo pinga, bebendo cerveja, paquerando os gatos, escolhendo a presa”.