Logo após do fim do trajeto da folia, o som do trio elétrico foi desligado, as luzes do palco acenderam e a banda na tenda VIP começou a tocar. E ao som de forró fui apresentado ao Loiro pelo Jarbas. Pouca conversa e muitos beijos atrás do caminhão da banda. Depois que o Loiro me beijou, ele começou a beijar do nada a amiga do Jarbas (que eu tinha conhecido no mesmo dia). Não fiquei com raiva, senti-me livre para poder paquerar a trupe de menininhos lindinhos que rebolavam na minha frente com a banda de pagode. Amanhecendo dia, fomos tomar caldo da ressaca na praça principal da cidade, e a putaria não terminava, os foliões não cansavam, não iam embora dormir. Eu, claro fui dormir por que meio-dia tinha que ir pra feijoada do Forró do Muído.
Acordei 11h da manhã, levantei, fui lanchar na cozinha de baixo, bem servido com pratos nordestinos, tapioca, cuscuz, café com leite, suco de caju, bolo de milho, de aipim. Lanchei e subi para o quarto, logo chegou o carinha de ontem que ficou com o Jarbas. Lindo, lindíssimo, rapaizinho, com cabelos cacheados, novinho, e mora na cidade de Aracati (a cidade que eu vou amanhã, quem sabe eu o encontro e fico com ele). Abadá lavado, roupas passadas, cabelos lavados, corpo descansado, e a ressaca curada, é hora de ir pro clube Kangalha para a feijoada do Forró Muído. Eu cheguei por ultimo, a prima do Jarbas foi me deixar de moto ao entardecer. Encontrei o Doutor e cia na porta de entrada. Entramos e ficamos distante do palco. Sminorff Ice, Gudan, cerveja, fotos, abraços, cumprimentos, dancinhas de forró. Meus olhos encontraram o Rafael de longe, o rapaz que fiquei ontem, abraços, muitos abraços e carinhos tímidos, fotos, paqueras, e recusas de cerveja, ele não queria beber muito para estar de pé mais tarde na hora do trio. Paquerei com um rapaz baixinho, lindinho, com corte de cabelo militar, com uma bundinha linda e pernão. Ele estava parado com um litro de “teacher” no chão, com cara que não estava nem aí, cantarolando os sucessos do Muído “São amores, amores que marcam, amores que ferem, amores que dói, amores que amargam”, disfarcei e o fotografei. Agora imaginam, eu namorando um interiorano, macho, lindo, e cuti-cuti...
O Rafael me vigiando, até na hora de ir ao banheiro. Fomos pra casa trocar a roupa pelo abadá.