sexta-feira, 15 de maio de 2009

Encontro no Pelô

Eu finalmente entendi o que a gringaiada sente quando chega à Bahia. Mais precisamente em Salvador. O Pelourinho à noite é uma loucura, tem música pra todos os lados, e não é só pra turista não!!! O baiano adora música, os lugares estão sempre cheios de gente. O que mais indico é o bar Cravinho, e a bebida que dá o nome ao bar. Consegui comprar até a bebida em garrafas plásticas lacradas para levar pra Fortaleza, aquelas garrafas de suco de laranja. A bebida é uma mistura de aguardentes com um grande gosto de cravo. Humm, uma delicia que pira a cabeça.
Na noite mais pelourística fomos assistir a missa católico-afro da Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, somente eu e Rodrigo, uma espécie de encontro, já que os meus amigos ficaram em casa pra irem a boate.
Jantamos no restaurante muito bom, e que no panfleto dizia que a caipirinha era free, mas pelo preço dos pratos, entendi por que a caipirinha saia free. Hahaha, nada no Brasil é grátis. Ainda bem que Rodrigo quem pagou a conta.
Bebemos uma cerveja ali no bar Cruz do Pascoal...
Dali saímos para uma volta no Pelô. Logo que terminamos a subida da ladeira já tinha um batuque (esse era pra turista mesmo) do estilo Olodum, com todo mundo indo atrás, os negões fazendo coreografia e um outro vendendo os CDs. Uma delícia, dancei à beça. Tinha um casal sentado num bar que ficou só rindo da minha empolgação. Estava feliz. Parecia até que eu estava na gravação do seriado “Ó paio” da plim-plim. Rodrigo me alertava pra não chamar muita atenção. E apesar de ter certo medo do Pelô, quem faz o terrorismo e a fama do bairro são mesmo os soteropolitanos. Tudo bem que eu tenho tomar precauções e ouvir uma pessoa que nasceu lá, mas não vi nem um problema nas mais de cinco vezes que estive na área. Me senti protegido, por ele, morenão de dois metros, ficava do meu lado e não deixava ninguém chegar perto. Alias, protegia até os meus olhares com medo de alguma paquera. Na hora da conta me alertava pra não mostrar muito a carteira.
Depois fomos passear. Uns dois quarteirões pra lá esbarramos numa esquina com um pagode do bom, bem tocado. Paramos ali também, eu empolgado, dançando louco, e o Rodrigo só achando graça da minha doidera. Improvisamos um forrozinho do tipo 'dançando de walkman', bem ao estilo Paraibano, pianinho, pertinho, gostoso demais.
Logo mais à frente outro batuque e um pouco mais além numa praça vários bares com som ao vivo, axé music. Isso tudo num raio de uns dez quarteirões.
A gringaiada pira mesmo.... Eu me empolguei com tanta baianidade, que batuquei alguns instrumentos.
Chegamos no flat antes do amanhecer. E como um moço-moreno muito educado, abriu a porta do carro pra mim. Ri bastante, imagina o Xandy do Harmonia abrindo a porta do carro pro Vitor Belfort. Ri, e ele ria mais ainda.
"Estratégias de nego pra me conquistar". E precisa nem dizer que esta dando certo.

2 Commentessss!!!!:

g.boy disse...

Eu tomei esse aguardente com cravo durante o Carnaval! Mto bom! Fiquei absolutamente louco! Eles estavam ateh proibindo a bebida em Aracaju de tanto q o povo passava mal. Saudade...

Naum cheguei a visitar o Pelourinho durante a noite, mas parace ser interessante.

=)

Arsênico disse...

Já vi que a Bahia tem grande chances de ganhar mais um morador viu...

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