"Guarde as lembranças de coisas belas pra que elas continuem assim,
e não tente mudar o que já passou"...
Tive um namorado que amei muito. Ele foi meu primeiro namorado e ficamos juntos por dois anos. Eu tinha apenas 14 anos e ele 19. Depois que acabou o namoro, meu coração ainda batia forte por ele. Chorava várias vezes por dia, passei um mês sem fazer barba, mais de dois dias sem tomar banho, tudo por que não tinha forças pra viver. Foi ele quem terminou, colocou a culpa na sua mãe e na cobrança de ter namorada e filhos. Ele resolveu namorar logo uma amiga de minha ex-namorada, mas mesmo vivendo a vida hetero, ele sempre me procurava. Queria ser meu amigo, mesmo não resistindo e indo parar na cama comigo. Passei um mês naquela brincadeira com a esperança de que aquele pesadelo fosse acabar e que novamente seriamos apenas nos dois. Como fala a música Por Enquanto de Cassia Eller: “Chegou um dia acreditar que tudo era pra sempre”, inocentemente aos 15 anos acreditava que seria sim para sempre. Mas a situação ficou insuportável. Queria que eu ficasse amigo da namorada. No auge deste pedido dei um basta. Não, isso seria demais. Ele queria introduzir ela na nossa vida.
Minha primeira atitude (digo primeira por que antes aceitava tudo o que ele empunhava) mesmo com o coração doendo, foi evitá-lo. Mas como evitar uma pessoa que fazia parte dos 70% de sua vida? E era mais difícil por que sua casa era do outro lado da rua. Procurei não atender seus telefonemas, me esconder no banheiro pra pensar que eu não estava em casa. Não era fácil. Sonhava todos os dias com ele, não prestava atenção na aula, escrevia seu nome nas bordas do caderno (toda menininha... rsrsrs). Os dias foram passando até que um dia, tudo o que eu sentia era apenas lembranças. Somente lembranças. Meu coração não estava mais dolorido. Mas eu tinha que ter certeza que não sentia nada, tinha que vê-lo, saber como meu coração reagiria. Um dia cheguei perto dele, olhei nos seus olhos e adivinha? O encanto tinha passado. Enquanto estava longe meu coração foi sarando. O conselho de uma amiga deu certo: “Tudo no seu tempo.” As lembranças sempre brotam, mas não passa disso LEMBRANÇAS. Amei e amei muito, com todas as minhas forças. Agora vocês perguntam: Nessa história de amor não houve coisas boas? Houve e muitas. Muitos momentos bons. Agradeço a ele por ter me dado uma boa parte do aprendizado que tenho hoje. E agradeço também pela outra parte, essa mais difícil de carregar: meu lindo coração de pedra. Coração de pedra, pesado, de rocha, quase de aço. Sei que existiram coisas boas além do aprendizado, mas meu coração ainda tem mágoas que impossibilita ver as coisas boas. Até hoje nos encontramos várias vezes e nunca houve uma conversa, nunca houve um final. O falso final veio com o tempo, mas eu queria saber o motivo verdadeiro que levou aquele dia em que chorando implorei que ele não abrisse a boca pra dizer “Acabou”. Acho que depois de saber o motivo, vou vê-lo com outros olhos, talvez com olhos de amigo e não de um estranho como se tornou.
4 Commentessss!!!!:
dizem que finais são importantes para encerrar os ciclos né?
Aff... Me deu até calafrios enquanto lia o texto... tb já passei por isso... quem não passou néah?... é triste... passa... mas na verdade não queríamos que passasse néaH?...
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umBeijo!
O tempo é a melhor resposta!
Isso é a verdade!
Bjs!
Como diz a música... tudo passá, tudo passará.
Com certeza a melhor coisa é vermos q nao sentimos nada + alem de boas lembranças por alguem.
E mais interessante é ver a pessoa sem o encanto anterior, realmente enxerga-la.
bjos e bom findi
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